Vídeo: passageira de avião chama senadora petista de “corrupta” e “ladra”

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O insulto aos políticos em lugares públicos virou moda no Brasil nos últimos anos com o advento da Operação Lava Jato. Tem sido comum os episódios em que cidadãos comuns lançam impropérios em restaurantes, aeroportos e aviões, como foi o último caso registrado nesta terça-feira (19) num aeronave que acabara de pousar em Brasília, num voo vindo de São Paulo.

No avião estava a presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), que foi hostilizada por uma passageira. Era por volta do meio dia quando a aeronave já havia aterrissado e os passageiros de preparavam para descer quando uma mulher disparou contra a senadora: “A senhora é uma vergonha para o Brasil! Sua corrupta. Deveria ser presa”, disse ela, sendo aplaudida pelos demais passageiros.

Gleisi Hoffmann inventou de responder aos insultos e ouviu novos xingamentos, com palavras de baixo calão, dentro os quais foi chamada de “ladra”. A confusão foi instalada e os passageiros tiveram que esperar cerca de 20 minutos para conseguir desembarcar. A Polícia Federal foi acionada e a senadora disse que iria prestar queixa contra a passageira.

Ao jornal o Estado de São Paulo, a senadora confirmou que vai processar sua agressora: “Xingar tem sido ação recorrente para políticos. Eu decidi enfrentar de forma diferente, registrar a agressão porque quero processar depois. Xingar é agressão, não é liberdade de expressão.”

A senadora e o marido, o ex-ministro Paulo Bernardo, são réus na Lava Jato acusados de corrupção e lavagem de dinheiro. Ela é acusada de ter recebido do esquema de propinas da Petrobrás para campanha ao governo de 2010. A acusação contra Gleisi, no STF, tem base nas delações premiadas do ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Yousseff. A ex-ministra e seu marido têm negado as acusações.

Em sua conta no Twitter, Gleisi fez três postagens dando sua versão:

“Fui agredida aos berros dentro de um avião por uma mulher descontrolada antes de desembarcar em BSB. Como não acho esse tipo de comportamento liberdade de expressão, solicitei a presença da polícia e o desembarque foi suspenso até sua chegada”.

“Eu e a agressora fomos ao posto da polícia federal, onde registrei a ocorrência. Aguardo agora que a filmagem da cena possa se torne pública para que eu possa tomar as providências cíveis e penais cabíveis. A partir de agora, agirei assim em qualquer situação semelhante.”

“Liberdade de expressão e manifestação não são sinônimo de agressão. Aviso aos navegantes: Nenhuma agressão me constrange, apenas me fará tomar medidas judiciais para conter e penalizar os/as agressores/as.”